
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) intensificou suas ações de pressão sobre o governo de Lula, realizando invasões em propriedades rurais em três estados: Rio Grande do Sul, Pará e Mato Grosso do Sul. Recentemente, o MST ocupou duas fazendas em Pedras Altas, no Rio Grande do Sul, e uma área em Canaã dos Carajás, no Pará. Além disso, o movimento bloqueou a Estrada de Ferro Carajás em Parauapebas e promoveu protestos nas sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre e Campo Grande. A insatisfação do MST está relacionada à lentidão nas políticas de reforma agrária, que o movimento considera inadequadas. Ceres Hadich, uma das líderes do MST, destacou que, apesar das promessas do governo, não houve ações concretas até o momento. O movimento reivindica uma nova reunião com o presidente Lula, uma vez que a última ocorreu em agosto e não trouxe resultados satisfatórios.
Além das invasões, o MST tem buscado diálogo com o Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas as respostas recebidas foram consideradas insatisfatórias. O movimento chegou a solicitar a demissão do ministro Paulo Teixeira, evidenciando a frustração com a atual gestão. As ações fazem parte da campanha “Natal com Terra”, que deve se estender nos próximos dias. O governo, por sua vez, justifica a situação com limitações orçamentárias e menciona que o programa de reforma agrária estava estagnado desde a administração de Michel Temer.