
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um momento de tensão política, marcado pela saída de aliados do Centrão e pelo avanço de projetos que o Executivo tenta frear, como a anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O ministro do Turismo, Celso Sabino anunciou nesta sexta-feira (19) que deixará o cargo na próxima semana. Filiado ao União Brasil, Sabino comunicou sua decisão ao presidente Lula após reunião de cerca de uma hora e meia no Palácio da Alvorada. A saída atende a uma determinação do partido, que deu 24 horas para que filiados deixassem cargos no governo sob risco de expulsão.
Após a demissão, Sabino retornará à Câmara dos Deputados, onde era deputado licenciado. A debandada do União Brasil e do PP reduzirá de 11 para 9 o número de ministérios controlados por partidos de centro-direita, debilitando a base do governo no Congresso. O enfraquecimento político do governo coincide com a aprovação, na quarta-feira (17), do requerimento de urgência para a tramitação de um projeto de anistia na Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), pode beneficiar condenados pelos ataques ao Congresso, ao STF e à Presidência da República em 2023.